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Novidade da semana: feijão preto crioulo da reforma agrária

Familia Almeida na plantação de feijão

O produto novo desta semana é o feijão preto agroecológico da família Almeida. Os seis membros envolvidos na produção e comercialização moram em dois assentamentos de reforma agrária: Nova Estrela, em Vacaria, e Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita.

A história desse feijão começou há quase 30 anos quando Belonir de Campos de Almeida (63) e João Almeida (64) foram assentados na terra em que trabalhavam há 80 km da sede do município de Vacaria.

Quem nos conta é a Graciela (41), casada com José Carlos (36), filho do casal. “Meus sogros sempre plantaram de forma agroecológica e sempre reproduziram as próprias sementes”. Por isso, o feijão da família Almeida é crioulo, ou seja, cultivado a partir de sementes tradicionais reproduzidas por décadas pelos agricultores familiares, sem modificações genéticas. O feijão é certificado como orgânico pelo Cetap e a família faz parte da Rede EcoVida.

Plantação em Nova Santa Rita
Plantação em Nova Santa Rita

Graciela explica que a família é defensora da produção agroecológica e trabalha de forma cooperada em todo o processo, do plantio à comercialização. Ao longo dos anos, foram fortalecendo as parcerias e diversificando os investimentos. Assim, após muito trabalho e cooperação entre os vizinhos, a associação comunitária do assentamento de Belonir e João conseguiu financiar uma pequena agroindústria e há mais de 10 anos engarrafam sucos orgânicos de frutas vermelhas como amora, uva e mirtilo. Há dois anos, conseguiram um financiamento do BNDES para ampliar a melhorar a agroindústria e passaram a produzir geleias e polpa das frutas.

Você pode provar o feijão da família Almeida programando a sua compra aqui pelo site da GiraSol.

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Novidade da semana: cebolas orgânicas das mulheres quilombolas

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Esta semana tem produto novo na Compra Programada GiraSol: cebolas orgânicas produzidas por mulheres quilombolas de Mostardas, município no litoral norte do estado.

As cebolas foram fornecidas pela agricultora Neuza Chaves da Silva, de 53 anos, moradora da comunidade quilombola Beco dos Colodianos e articuladora da Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF).

Neuza utiliza técnicas agroecológicas, como a biomineralização, tecnologia baseada no uso de pó de rochas que em contato com os elementos vivos (bactérias e fungos) produzem reações que fortalecem e potencializam a vida em todas as dimensões. O aumento da produtividade e da qualidade nutricional dos alimentos é um dos resultados.

Parceria

A GiraSol fechou parceria com a Cooperativa dos Povos Tradicionais de Mostardas (Cooptram), da qual Neuza é associada, para ajudar a organizar os processos comerciais e dar apoio produtivo aos agricultores quilombolas. Na região existem outras três comunidades e a ideia é avançar na organização comercial desses agricultores.

A GiraSol conheceu a realidade da comunidade pela Associação Comunitária do Beco dos Colodianos e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mostardas. Atravessadores da região oferecem de R$ 0,30 a R$ 0,50 pelo quilo da cebola. Por acreditar no comércio justo, a GiraSol fez um debate com a Cooptram sobre o valor a ser pago pela cebola. Assim, Neuza vai receber R$ 2,00 por quilo. Outros R$ 0,50 centavos vão custear o frete para Porto Alegre.

Compra Programada

Comprando até a meia noite de terça-feira, você retira seus produtos na sexta-feira (Emater ou Sindicato dos Bancários) ou no sábado no Espaço Cultural 512.