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Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundo

Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundoDesde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, mais de um milhão de toneladas por ano. Isso significa que cada brasileiro ingere anualmente um galão de cinco litros de veneno na comida.

O uso de produtos químicos só aumentou ao longo dos anos. Dos US$ 54,6 bilhões vendidos em agrotóxicos no mundo, em 2015, o Brasil consumiu sozinho US$ 9,6 bilhões – quase 20%. Em 2001, esse valor era US$ 2 bilhões.

Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado em 2015, 70% dos alimentos in natura consumidos no Brasil estão contaminados por agrotóxicos. E, segundo a Anvisa, 28% deles contêm substâncias não autorizadas. Ainda estão fora desta lista os alimentos processados feitos a partir de grãos geneticamente modificados, que exigem grandes quantidades de veneno no cultivo.

Hoje é possível abandonar o consumo de alimentos com agrotóxicos. A produção de orgânicos, sem uso de qualquer tipo de veneno, mais que dobrou no Brasil em três anos. Isso significa uma alternativa real de consumo consciente para população, que hoje pode escolher consumir de um produtor orgânico de sua região.

A ideia da cooperativa Girasol é justamente unir o consumidor ao produtor de orgânicos para criar uma rede de consumo consciente e justa para ambos. Consumir orgânicos é ótimo para a saúde, para o meio ambiente e para a economia local.

Confira a lista da Anvisa dos alimentos com maior nível de contaminação por agrotóxico. Consuma orgânicos pela Girasol.

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Consumo consciente é a saída para redução do desperdício

Todos os anos, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos para consumo humano no planeta é desperdiçado. Isso equivale a 1,3 bilhão de toneladas. A informação é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO. Somente no Brasil, 41 mil toneladas por ano vão para o lixo. Além disso, de acordo com o relatório Living Planet, da WWF, a população mundial consome 50% mais recursos naturais do que renova.

Alarmante, não? Mas o que podemos fazer para mudar esta realidade?

Alguns países, como a Dinamarca, conseguiram reduzir o desperdício. Lá, em cinco anos, a perda de alimentos caiu 25% com pequenas, mas impactantes, atitudes. Uma delas foi a criação de uma área nos supermercados para os produtos que estão próximos de vencer. Restaurantes passaram a utilizar sobras e a cobrar mais barato pela comida produzida a partir delas. Aos poucos, a população foi aderindo às ideias.

Entretanto, você não precisa ser dono de supermercado ou de um restaurante para colaborar com a redução do desperdício. Basta adotar práticas de consumo consciente.

Escolha com sabedoria

Antes de comprar, você deve ter consciência dos impactos da sua escolha para o meio ambiente, para a Economia, para você mesmo e para a manutenção da vida na terra. Isso significa que você deve saber o que comprar, de quem comprar e de como aproveitar melhor os alimentos.

Uma dica para economizar e evitar jogar comida no lixo é programar a sua compra semanalmente. Foi-se o tempo em que as pessoas iam ao supermercado e enchiam o carrinho com as compras do mês. Ao comprar semanalmente, você garante o frescor dos alimentos e sua qualidade, além de economizar, pois você consegue calcular melhor o que vai consumir.

Programe-se. Analise a quantidade de alimentos que sua família consome durante uma semana e compre somente aquilo. Pense no que terá em cada refeição e em como aproveitar os produtos da melhor maneira.

Consuma alimentos produzidos de forma sustentável, procure pequenos produtores da economia solidária e da agricultura familiar. Estes são os que menos desperdiçam, pois sua produção é feita em menor escala. Eles também estão preocupados em manter os recursos naturais do planeta, em poupar água, em poupar energia. Assim como você.

Conheça a compra programada da Cooperativa Girasol e evite jogar comida fora. Uma pequena atitude como esta pode ajudar muito o planeta. Compartilhe este post e estas ideias nas suas redes sociais.
WWF

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Começa a colheita do arroz agroecológico

Foto: Vanessa Branco

Nova Santa Rita – Com a previsão de colher mais de 550 mil sacas de arroz agroecológico, cerca de 27 mil toneladas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra realizou nesta sexta-feira (17), a abertura oficial da 14ª colheita do arroz agroecológico em Nova Santa Rita, no assentamento Capela com a presença de 1,5 mil pessoas. Nossa reportagem foi acompanhar de perto esta grande festa da produção sustentável de alimentos produzidos sem o uso de venenos ou agrotóxicos. O arroz agroecológico é um dos itens que você pode adquirir na cooperativa Girasol, que desde o início da produção do grão é parceira do MST na abertura de novos mercados de consumo consciente.

No assentamento Capela, onde cem famílias dividem 2.170 hectares conhecemos a família de Fátima Milhoransa e Nilvo Bosa, que desde 1994 vivem e produzem alimentos saudáveis. Nilvo nos conta que no começo, a produção era convencional, mas no ano 2000 a opção pela produção agroecológica se tornou uma escolha natural para os produtores. “Com o arroz agroecológico, a natureza faz sua parte e conseguimos ter uma produção limpa e mais barata. Sem usar os adubos convencionais, temos mais saúde e renda. É só deixar a planta seguir seu curso normal que ela fica resistente às pragas e doenças”.

O MST é reconhecidamente o maior produtor de arroz agroecológico do Brasil. No Rio Grande do Sul, são 616 famílias produzindo em mais de 5 mil hectares distribuídos em 22 assentamentos de 16 municípios. E a produção só cresce. Nesta safra 2016-2017 houve aumento de 40% de área plantada e previsão de colheita em relação à anterior.

Investimento coletivo
Na avaliação de Bosa, o segredo do sucesso das famílias assentadas na região está na organização coletiva, no esforço comum de buscar investimentos e melhorias. “Com a formação da cooperativa, não é o investimento de um único agricultor. A gente investe junto, assim conseguimos fazer bons investimentos com bastante gente”, afirma ao resgatar a importância histórica da organização da Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), que além de produzir o arroz, agroindustrializa o grão e ainda gera as sementes para a próxima safra.

Uma preocupação permanente dos assentados, é a permanência dos filhos no campo, com acesso à educação, cultura e oportunidades de geração de renda. “Nossa cooperativa também tem dado certo porque temos desde o início uma política de integrar os nossos jovens, nossos filhos na cooperativa. Mas não é só na produção e com dinheiro que tu mantém os jovens no campo, também tem que dar oportunidade de estudo, de lazer, de diversão. E isto está dando certo, até hoje só dois jovens saíram aqui do assentamento, porque casaram e foram morar em outros assentamentos”, comemora ao lembrar que de seus quatro filhos, três já trabalham em agroindústria da Coopan.

A produção de grão sem o uso de venenos é feita nos municípios de Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Viamão, Guaíba, Santa Margarida, Canguçu, Charqueadas, Manoel Viana, Tapes, Camaquã, São Gabriel, Capivari, Sentinela, Arambaré, Taquari e São Jerônimo. Já as sementes são produzidas em Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Viamão, Guaíba, Santa Margarida, Canguçu, Charqueadas e São Jerônimo.

Produção limpa há 18 anos
As primeiras experiências do MST na produção orgânica de arroz foram desenvolvidas em 1999, nos assentamentos da Reforma Agrária na região Metropolitana de Porto Alegre. Todo o processo de produção, industrialização e comercialização é coordenado pela Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), por meio da marca comercial Terra Livre.
Hoje, grande parte da produção é destinada ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), mas o grão também vai para outros estados e até para a Venezuela. No Rio Grande do Sul, o arroz pode ser adquirido na loja da Reforma Agrária no Mercado Público de Porto Alegre, em feiras ecológicas de diversos outros municípios ou ainda pela compra programada da cooperativa Girasol.

As famílias envolvidas no cultivo de grão e semente estão organizadas no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico. Conforme o coordenador da iniciativa, Emerson Giacomelli, o sistema de produção utilizado pelos Sem Terra busca consolidar alternativas à agricultura do agronegócio, estabelecendo uma relação de integração e respeito entre os seres humanos e os recursos naturais.
“A produção do arroz é feita com técnicas que estimulam a fertilidade do solo e a produção de alimentos saudáveis, propiciando mais qualidade de vida aos produtores e consumidores, além de renda às famílias assentadas”, complementa.

A certificação orgânica é realizada em todas as etapas da produção do arroz, com base em normas nacionais e internacionais, desde o ano de 2004. Ela ocorre por meio de dois procedimentos: certificação participativa (OPAC – Coceargs) e auditoria (IMO – Ceres).

Reportagem de Mateus Zimmermann para a Girasol com informações da imprensa do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Foto: Vanessa Branco
Foto: Vanessa Branco
Foto: Mateus Zimmermann
Foto: Mateus Zimmermann

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GiraSol retoma entregas sextas e sábados

Depois da folia do carnaval, a Cooperativa GiraSol vem com novidades.

A partir de agora, as Compras Programadas serão semanais e a retirada de produtos acontecerá em dois dias da semana. Assim, você pode ter os produtos da GiraSol toda semana na sua casa e vai poder escolher qual o melhor dia para fazer a retirada do seu pedido, pois retomamos as entregas das Compras Programadas na SEXTA e no SÁBADO.

É só acessar o site www.coopgirasol.com.br e fazer seu pedido até meia noite de terça-feira e escolher um dos Pontos de Entregas ao Finalizar a Compra conforme Agenda o Local indicados a seguir:

Entregas na Sexta-Feira, das 17 às 19h:
Núcleo de Consumidores EMATER: Estacionamento interno da Emater-RS (Rua Botafogo, 1051 – Menino Deus).
Núcleo de Consumidores Centro: Sindicato dos Bancários / Casual Gastrobar (Rua Gen. Câmara, 424 – Centro)

Entregas no Sábado, das 11h às 15h:
Núcleo de Consumidores Cidade Baixa: Espaço Cultural 512 (Rua João Alfredo, 512 – Cidade Baixa)

ATENÇÃO: leve sua sacola de feira ou embalagens para o acondicionamento dos seus produtos.