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Parceria viabiliza o Núcleo de Consumidores da Faculdade de Agronomia da UFGRS

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A Cooperativa GiraSol, em parceria com Direção, Professores e Estudantes da Faculdade de Agronomia da UFRGS, lançou no dia 29 de junho, o Núcleo de Consumidores da Faculdade de Agronomia da UFRGS. A construção deste Núcleo vai atender à comunidade acadêmica da Faculdade de Agronomia e Faculdade de Veterinária, além de se constituir como alternativa para estudantes, professores e funcionários do Campus do Vale da UFRGS.

Na avaliação do coordenador da GiraSol André Mombach, o espaço vai propiciar acesso facilitado a alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar e pela economia solidária. “Além de ser um ponto de entrega semanal de alimento de qualidade, também temos uma grande expectativa na troca de saberes e conhecimentos. A comunidade acadêmica pode contribuir muito com o desenvolvimento rural e com a construção de estratégias de organização dos consumidores nos grandes centros urbanos”, ressaltou.

Já para Cássio Machado, do Grupo Uvaia, a possibilidade de receber alimentos diretamente da agricultura familiar no ambiente da faculdade vai ser uma grande oportunidade para aproximar a academia das discussões sobre o consumo de alimentos saudáveis. “Está é uma oportunidade importante para desenvolvermos ainda mais o debate sobre o mercado de orgânicos e o consumo em cadeias curtas. Temos aqui mais uma oportunidade de envolver nossos professores, a pesquisa e a extensão neste diálogo ao mesmo tempo que reforçamos o consumo de orgânicos e nos aproximamos dos agricultores”, pontuou ao comemorar a abertura do núcleo.

O Núcleo de Consumidores da Faculdade de Agronomia da UFRGS passará a organizar as entregas dos pedidos toda sexta-feira, das 16h às 18h, no Pavilhão da Antiga Garagem.

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Cinedebate, Feira Orgânica e Lançamento do Núcleo de Consumidores marcaram penúltimo dia da Semana dos Alimentos Orgânicos

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Seguindo as atividades da Semana dos Alimentos Orgânicos, a GiraSol participou, na noite do dia 31 de maio de 2017, de um Cinedebate sobre Consumo e Alimentos Orgânicos. A atividade, que aconteceu no Clube de Cultura, foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo – SDR e contou com a presença também do Grupo de Integração Agroecológica – GIA, da UFRGS, e da Comunidade que Sustenta a Agricultura – CSA.  Na manhã do dia 1º de junho, a GiraSol, juntamente com a RAMA, protagonizou uma Feira Ecológica, no estacionamento coberto da Emater. Produtos como arroz orgânico, mel, biscoitos, pinhão, cervejas e vinhos orgânicos e pães do Laboratório do Pão foram comercializados das 9h30 às 16h30.

No final da manhã, a GiraSol e a Emater-RS lançaram oficialmente o Núcleo de Consumidores para seus(suas) funcionários(as). O coordenador geral da cooperativa André Mombach iniciou a atividade com um relato sobre a GiraSol, apresentando sua trajetória, seus valores como cooperativa e sua forma de funcionamento. Logo após, o diretor técnico da Emater-RS Lino Geraldo Vargas Moura ressaltou o interesse da instituição no debate e na divulgação sobre alimentação orgânica e convidou todo o grupo da Emater a participar dessa luta pela segurança alimentar. “Este é um formato adequado às exigências atuais. Através dele, o consumidor pode saber a origem do que está comendo, além de ter a garantia de um alimento mais saudável. Por isso, valorizamos a parceria”, enfatizou.

Já o presidente da Emater-RS Clair Kuhn falou sobre a importância de parcerias para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “No nosso trabalho, precisamos criar modelos que sirvam para outras pessoas poderem fazer igual, promovendo a produção e o consumo sustentáveis, como é o caso da Emater com a Cooperativa GiraSol e outras atividades que desenvolvemos em todo o estado. A cada hora, segundo informação da FAO (Foor and Agriculture Organization of the United Nations), 1200 pessoas morrem de fome no mundo, o que demonstra a importância da nossa Instituição, que completa 62 anos e precisa continuar assim,” concluiu.

Por fim, o secretário estadual adjunto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo Iberê Orsi comemora a trajetória da Emater-RS junto aos agricultores e às cooperativas: “são 62 anos de uma história que nos orgulha muito, No início, precisávamos convencer os agricultores a modificarem sua cultura, a fim de produzir mais e melhor, de modo diferente do que estavam habituados. Hoje, nós estamos mudando nossa própria cultura, ligando os produtores aos consumidores por meio das cooperativas”.  

A Cooperativa GiraSol também participou do Seminário de Abertura da Semana dos Alimentos Orgânicos, que aconteceu na segunda-feira, dia 26. As atividades da Semana continuaram até o sábado, com Comemoração do 3º aniversário da feira ecológica do Três Figueiras e com Oficina e Degustação com alimentos da feira.

 

 

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GiraSol participa de evento sobre alimentação saudável

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Trata-se do Seminário de Lançamento da Semana dos Alimentos Orgânicos, promovida anualmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e executada, em Porto Alegre, pela Emater-RS, pelo Comissão da Produção Orgânica do Rio Grande do Sul (CPOrg-RS) e pelo Rio Grande Agroecológico – Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

O evento, que aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado, na tarde de hoje (29), contou com a presença do Presidente da AL Edegar Pretto, do Secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) Tarcísio Minetto, além de outras autoridades. Entretanto, quem lotou o Auditório Dante Barone foram produtores e produtoras rurais, que foram em busca de debates e novas parcerias em defesa da produção orgânica, da agricultura familiar e da saúde no campo.

Representando a Cooperativa GiraSol, o coordenador geral André Mombach participou da Mesa “Potencializando a produção e o acesso aos alimentos orgânicos”, compartilhando espaço com Laércio Meirelles, coordenador da Rede Ecovida; Emerson Giacomelli, representante da Via Campesina; Ildo Maciel, vereador de Nova Santa Rita; e Sônia Pereira, representante do CPOrg-RS, que mediou os trabalhos.

Para André, quando se fala no fomento do consumo do alimento orgânico, principalmente oriundo da Agricultura Familiar, é indispensável debater sobre preço justo para todos os envolvidos no processo. “Por que não falar em preço justo também para o produtor e para produtora?”, questiona o integrante da GiraSol, citando o exemplo da produção das cebolas orgânicas cultivadas por mulheres quilombolas de Mostardas e comercializadas pela Cooperativa. “Ao firmar parceria com as produtoras, ficamos sabendo que elas, por falta de opção, eram obrigadas a vender para atravessadores por 30 ou 40 centavos o quilo. Nós pagamos a elas por essa quantidade de cebolas R$2,00”.

A Semana dos Alimentos Orgânicos tem o objetivo de estimular o consumo de alimentos orgânicos e esclarecer aos consumidores sobre a qualidade desses produtos que trazem benefícios nutricionais, ambientais e sociais. A programação segue até sábado e a Cooperativa GiraSol contribuirá em outras atividades: Cinedebate sobre Consumo Sustentável e Alimentos Orgânicos, que vai acontecer no dia 31 de maio (quarta-feira), às 19h, no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853); no dia 1º de junho, Feira Ecológica com produtos comercializados na GiraSol, das 9h30min às 16h30min, no estacionamento do Escritório Central da Emater-RS, e Inauguração do Núcleo de Consumidores da Emater e SDR, às 11h, no auditório da Emater.

Tanara Lucas

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Cooperativa GiraSol e EMATER-RS oficializam parceria para fortalecer o Núcleo de Consumidores

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Na manhã desta quinta-feira, 6 de abril, a coordenação da GiraSol reuniu-se com o diretor técnico da Emater-RS, Lino Geraldo Vargas Moura, e coordenadores da Unidade de Cooperativismo (UCP) para oficializar a parceria que tem como objetivo fortalecer o Núcleo de Consumidores e qualificar a operacionalidade do Ponto de Entrega dos produtos da cooperativa aos funcionários e funcionárias da instituição.

A conversa iniciou com uma breve apresentação do histórico da Cooperativa, desde 2006, durante a primeira gestão, até a atual forma de operacionalização, seus fornecedores e desafios. Segundo o coordenador geral da GiraSol, André Mombach, um dos principais focos da Cooperativa é popularizar o alimento orgânico. Para tanto, são atribuídos preços mais baixos em comparação com as feiras e os mercados. Nessa mesma lógica, entram os Pontos de Entrega dos produtos, que ajudam a descentralizar os serviços. “Queremos levar a GiraSol para o maior número de espaços da cidade possível”, enfatizou.

Moura se mostrou motivado a firmar a parceria com a Cooperativa e, em nome da Emater-RS, enfatizou a importância de democratizar os alimentos saudáveis e fomentar o debate sobre segurança alimentar, idoneidade na comercialização e essas novas relações de consumo, que encurtam ao máximo o caminho entre o produtor(a) e o(a) consumidor(a). “Esse processo, além de garantir a qualidade dos produtos e o preço justo para agricultores e agricultoras, muda a relação dos consumidores e consumidoras com o alimento”, explicou.

Por fim, foi firmado o compromisso para que a Emater-RS e a GiraSol organizem um evento alusivo à Semana do Alimento Orgânico, no final do mês de maio. Nesse encontro serão debatidos temas como o consumo sustentável e a alimentação saudável.  “A Emater vê essa iniciativa com bons olhos, porque ajuda agricultores e agricultoras, além dos nossos funcionários e funcionárias, que vão passar a se alimentar de forma mais saudável”, concluiu Lino.

A Cooperativa GiraSol aderiu, em dezembro do ano passado, ao Programa de Extensão Cooperativista (PEC), coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo – SDR e executado pela Emater-RS. A partir daí iniciou-se a articulação do Núcleo de Consumidores, que conta com a participação de servidores(as) da EMATER-RS e viabiliza a entrega de produtos da GiraSol nas sextas-feiras, das 17h às 18h30min, no Galpão do DTG.

 

 

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Novidade da semana: feijão preto crioulo da reforma agrária

Familia Almeida na plantação de feijão

O produto novo desta semana é o feijão preto agroecológico da família Almeida. Os seis membros envolvidos na produção e comercialização moram em dois assentamentos de reforma agrária: Nova Estrela, em Vacaria, e Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita.

A história desse feijão começou há quase 30 anos quando Belonir de Campos de Almeida (63) e João Almeida (64) foram assentados na terra em que trabalhavam há 80 km da sede do município de Vacaria.

Quem nos conta é a Graciela (41), casada com José Carlos (36), filho do casal. “Meus sogros sempre plantaram de forma agroecológica e sempre reproduziram as próprias sementes”. Por isso, o feijão da família Almeida é crioulo, ou seja, cultivado a partir de sementes tradicionais reproduzidas por décadas pelos agricultores familiares, sem modificações genéticas. O feijão é certificado como orgânico pelo Cetap e a família faz parte da Rede EcoVida.

Plantação em Nova Santa Rita
Plantação em Nova Santa Rita

Graciela explica que a família é defensora da produção agroecológica e trabalha de forma cooperada em todo o processo, do plantio à comercialização. Ao longo dos anos, foram fortalecendo as parcerias e diversificando os investimentos. Assim, após muito trabalho e cooperação entre os vizinhos, a associação comunitária do assentamento de Belonir e João conseguiu financiar uma pequena agroindústria e há mais de 10 anos engarrafam sucos orgânicos de frutas vermelhas como amora, uva e mirtilo. Há dois anos, conseguiram um financiamento do BNDES para ampliar a melhorar a agroindústria e passaram a produzir geleias e polpa das frutas.

Você pode provar o feijão da família Almeida programando a sua compra aqui pelo site da GiraSol.

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Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundo

Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundoDesde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, mais de um milhão de toneladas por ano. Isso significa que cada brasileiro ingere anualmente um galão de cinco litros de veneno na comida.

O uso de produtos químicos só aumentou ao longo dos anos. Dos US$ 54,6 bilhões vendidos em agrotóxicos no mundo, em 2015, o Brasil consumiu sozinho US$ 9,6 bilhões – quase 20%. Em 2001, esse valor era US$ 2 bilhões.

Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado em 2015, 70% dos alimentos in natura consumidos no Brasil estão contaminados por agrotóxicos. E, segundo a Anvisa, 28% deles contêm substâncias não autorizadas. Ainda estão fora desta lista os alimentos processados feitos a partir de grãos geneticamente modificados, que exigem grandes quantidades de veneno no cultivo.

Hoje é possível abandonar o consumo de alimentos com agrotóxicos. A produção de orgânicos, sem uso de qualquer tipo de veneno, mais que dobrou no Brasil em três anos. Isso significa uma alternativa real de consumo consciente para população, que hoje pode escolher consumir de um produtor orgânico de sua região.

A ideia da cooperativa Girasol é justamente unir o consumidor ao produtor de orgânicos para criar uma rede de consumo consciente e justa para ambos. Consumir orgânicos é ótimo para a saúde, para o meio ambiente e para a economia local.

Confira a lista da Anvisa dos alimentos com maior nível de contaminação por agrotóxico. Consuma orgânicos pela Girasol.

Alerte seus amigos e compartilhe este texto nas suas redes sociais.

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Novidade da semana: cebolas orgânicas das mulheres quilombolas

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Esta semana tem produto novo na Compra Programada GiraSol: cebolas orgânicas produzidas por mulheres quilombolas de Mostardas, município no litoral norte do estado.

As cebolas foram fornecidas pela agricultora Neuza Chaves da Silva, de 53 anos, moradora da comunidade quilombola Beco dos Colodianos e articuladora da Rede de Economia Solidária e Feminista (RESF).

Neuza utiliza técnicas agroecológicas, como a biomineralização, tecnologia baseada no uso de pó de rochas que em contato com os elementos vivos (bactérias e fungos) produzem reações que fortalecem e potencializam a vida em todas as dimensões. O aumento da produtividade e da qualidade nutricional dos alimentos é um dos resultados.

Parceria

A GiraSol fechou parceria com a Cooperativa dos Povos Tradicionais de Mostardas (Cooptram), da qual Neuza é associada, para ajudar a organizar os processos comerciais e dar apoio produtivo aos agricultores quilombolas. Na região existem outras três comunidades e a ideia é avançar na organização comercial desses agricultores.

A GiraSol conheceu a realidade da comunidade pela Associação Comunitária do Beco dos Colodianos e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mostardas. Atravessadores da região oferecem de R$ 0,30 a R$ 0,50 pelo quilo da cebola. Por acreditar no comércio justo, a GiraSol fez um debate com a Cooptram sobre o valor a ser pago pela cebola. Assim, Neuza vai receber R$ 2,00 por quilo. Outros R$ 0,50 centavos vão custear o frete para Porto Alegre.

Compra Programada

Comprando até a meia noite de terça-feira, você retira seus produtos na sexta-feira (Emater ou Sindicato dos Bancários) ou no sábado no Espaço Cultural 512.

 

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Consumo consciente é a saída para redução do desperdício

Todos os anos, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos para consumo humano no planeta é desperdiçado. Isso equivale a 1,3 bilhão de toneladas. A informação é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO. Somente no Brasil, 41 mil toneladas por ano vão para o lixo. Além disso, de acordo com o relatório Living Planet, da WWF, a população mundial consome 50% mais recursos naturais do que renova.

Alarmante, não? Mas o que podemos fazer para mudar esta realidade?

Alguns países, como a Dinamarca, conseguiram reduzir o desperdício. Lá, em cinco anos, a perda de alimentos caiu 25% com pequenas, mas impactantes, atitudes. Uma delas foi a criação de uma área nos supermercados para os produtos que estão próximos de vencer. Restaurantes passaram a utilizar sobras e a cobrar mais barato pela comida produzida a partir delas. Aos poucos, a população foi aderindo às ideias.

Entretanto, você não precisa ser dono de supermercado ou de um restaurante para colaborar com a redução do desperdício. Basta adotar práticas de consumo consciente.

Escolha com sabedoria

Antes de comprar, você deve ter consciência dos impactos da sua escolha para o meio ambiente, para a Economia, para você mesmo e para a manutenção da vida na terra. Isso significa que você deve saber o que comprar, de quem comprar e de como aproveitar melhor os alimentos.

Uma dica para economizar e evitar jogar comida no lixo é programar a sua compra semanalmente. Foi-se o tempo em que as pessoas iam ao supermercado e enchiam o carrinho com as compras do mês. Ao comprar semanalmente, você garante o frescor dos alimentos e sua qualidade, além de economizar, pois você consegue calcular melhor o que vai consumir.

Programe-se. Analise a quantidade de alimentos que sua família consome durante uma semana e compre somente aquilo. Pense no que terá em cada refeição e em como aproveitar os produtos da melhor maneira.

Consuma alimentos produzidos de forma sustentável, procure pequenos produtores da economia solidária e da agricultura familiar. Estes são os que menos desperdiçam, pois sua produção é feita em menor escala. Eles também estão preocupados em manter os recursos naturais do planeta, em poupar água, em poupar energia. Assim como você.

Conheça a compra programada da Cooperativa Girasol e evite jogar comida fora. Uma pequena atitude como esta pode ajudar muito o planeta. Compartilhe este post e estas ideias nas suas redes sociais.
WWF

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Começa a colheita do arroz agroecológico

Foto: Vanessa Branco

Nova Santa Rita – Com a previsão de colher mais de 550 mil sacas de arroz agroecológico, cerca de 27 mil toneladas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra realizou nesta sexta-feira (17), a abertura oficial da 14ª colheita do arroz agroecológico em Nova Santa Rita, no assentamento Capela com a presença de 1,5 mil pessoas. Nossa reportagem foi acompanhar de perto esta grande festa da produção sustentável de alimentos produzidos sem o uso de venenos ou agrotóxicos. O arroz agroecológico é um dos itens que você pode adquirir na cooperativa Girasol, que desde o início da produção do grão é parceira do MST na abertura de novos mercados de consumo consciente.

No assentamento Capela, onde cem famílias dividem 2.170 hectares conhecemos a família de Fátima Milhoransa e Nilvo Bosa, que desde 1994 vivem e produzem alimentos saudáveis. Nilvo nos conta que no começo, a produção era convencional, mas no ano 2000 a opção pela produção agroecológica se tornou uma escolha natural para os produtores. “Com o arroz agroecológico, a natureza faz sua parte e conseguimos ter uma produção limpa e mais barata. Sem usar os adubos convencionais, temos mais saúde e renda. É só deixar a planta seguir seu curso normal que ela fica resistente às pragas e doenças”.

O MST é reconhecidamente o maior produtor de arroz agroecológico do Brasil. No Rio Grande do Sul, são 616 famílias produzindo em mais de 5 mil hectares distribuídos em 22 assentamentos de 16 municípios. E a produção só cresce. Nesta safra 2016-2017 houve aumento de 40% de área plantada e previsão de colheita em relação à anterior.

Investimento coletivo
Na avaliação de Bosa, o segredo do sucesso das famílias assentadas na região está na organização coletiva, no esforço comum de buscar investimentos e melhorias. “Com a formação da cooperativa, não é o investimento de um único agricultor. A gente investe junto, assim conseguimos fazer bons investimentos com bastante gente”, afirma ao resgatar a importância histórica da organização da Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), que além de produzir o arroz, agroindustrializa o grão e ainda gera as sementes para a próxima safra.

Uma preocupação permanente dos assentados, é a permanência dos filhos no campo, com acesso à educação, cultura e oportunidades de geração de renda. “Nossa cooperativa também tem dado certo porque temos desde o início uma política de integrar os nossos jovens, nossos filhos na cooperativa. Mas não é só na produção e com dinheiro que tu mantém os jovens no campo, também tem que dar oportunidade de estudo, de lazer, de diversão. E isto está dando certo, até hoje só dois jovens saíram aqui do assentamento, porque casaram e foram morar em outros assentamentos”, comemora ao lembrar que de seus quatro filhos, três já trabalham em agroindústria da Coopan.

A produção de grão sem o uso de venenos é feita nos municípios de Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Viamão, Guaíba, Santa Margarida, Canguçu, Charqueadas, Manoel Viana, Tapes, Camaquã, São Gabriel, Capivari, Sentinela, Arambaré, Taquari e São Jerônimo. Já as sementes são produzidas em Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Viamão, Guaíba, Santa Margarida, Canguçu, Charqueadas e São Jerônimo.

Produção limpa há 18 anos
As primeiras experiências do MST na produção orgânica de arroz foram desenvolvidas em 1999, nos assentamentos da Reforma Agrária na região Metropolitana de Porto Alegre. Todo o processo de produção, industrialização e comercialização é coordenado pela Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), por meio da marca comercial Terra Livre.
Hoje, grande parte da produção é destinada ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), mas o grão também vai para outros estados e até para a Venezuela. No Rio Grande do Sul, o arroz pode ser adquirido na loja da Reforma Agrária no Mercado Público de Porto Alegre, em feiras ecológicas de diversos outros municípios ou ainda pela compra programada da cooperativa Girasol.

As famílias envolvidas no cultivo de grão e semente estão organizadas no Grupo Gestor do Arroz Agroecológico. Conforme o coordenador da iniciativa, Emerson Giacomelli, o sistema de produção utilizado pelos Sem Terra busca consolidar alternativas à agricultura do agronegócio, estabelecendo uma relação de integração e respeito entre os seres humanos e os recursos naturais.
“A produção do arroz é feita com técnicas que estimulam a fertilidade do solo e a produção de alimentos saudáveis, propiciando mais qualidade de vida aos produtores e consumidores, além de renda às famílias assentadas”, complementa.

A certificação orgânica é realizada em todas as etapas da produção do arroz, com base em normas nacionais e internacionais, desde o ano de 2004. Ela ocorre por meio de dois procedimentos: certificação participativa (OPAC – Coceargs) e auditoria (IMO – Ceres).

Reportagem de Mateus Zimmermann para a Girasol com informações da imprensa do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Foto: Vanessa Branco
Foto: Vanessa Branco
Foto: Mateus Zimmermann
Foto: Mateus Zimmermann

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As Compras Programadas agora são semanais

 

Você já sabe que agora as Compras Programadas da Cooperativa GiraSol são semanais? E que você pode retirar seus pedidos todas as SEXTAS ou SÁBADOS?

 

É só acessar o site www.coopgirasol.com.br e fazer seu pedido até meia noite de TERÇA-FEIRA e escolher um dos Pontos de Entregas ao Finalizar a Compra conforme Agenda o Local indicados a seguir:

 

Entregas na Sexta-Feira, das 17 às 18h30min:

Núcleo de Consumidores EMATER: Galpão do DTG ao lado do Estacionamento Interno da EMATER-RS (Rua Botafogo, 1051 – Menino Deus).

Núcleo de Consumidores Centro: Sindicato dos Bancários (Rua Gen. Câmara, 424 – Centro)

 

Entregas no Sábado, das 11h às 15h:

Núcleo de Consumidores Cidade Baixa: Espaço Cultural 512 (Rua João Alfredo, 512 – Cidade Baixa)

 

ATENÇÃO: leve sua sacola de feira ou embalagens para o acondicionamento dos seus produtos.