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As(os) consumidoras(es) da GiraSol que gostam de feijão vão ficar muito satisfeitas(os) com as novidades trazidas diretamente de Piratini. A Cooperativa participou da 4ª Feira do Feijão Orgânico de Piratini, que aconteceu na quarta-feira, dia 20 de junho. De lá, a comitiva envolvida na viagem trouxe 40 quilos de 8 variedades de feijão orgânico.

O evento foi organizado pela Associação de Produtores Ecológicos do Assentamento Conquista da Liberdade – APECOL e contou com a presença de seus agricultores e agricultoras, dos produtores de sementes da BioNatur, de técnicos da Emater, além de artistas locais que garantiram o entretenimento das, aproximadamente, 100 pessoas, que passearam pela feira conhecendo as inúmeras variedades de feijão, as diversas sementes e outros produtos dos assentamentos.

Para a Cooperativa GiraSol, participar de atividades como essa é de extrema importância, já que um de seus objetivos é incentivar a produção e o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos. “São sempre muito felizes esses encontros. A cada relação que firmamos, reafirmamos nosso desejo e nosso compromisso com o fomento da alimentação saudável e ecologicamente responsável. Que bom poder conhecer esses espaços de produção e comercialização, e, principalmente, as pessoas responsáveis por tudo isso. A GiraSol será sempre parceira de eventos como a Feira do Feijão Orgânico de Piratini e de iniciativas como as dos assentamentos da reforma agrária”, comemora Márcia Almeida, Coordenadora de Mobilização da GiraSol.

Em conversa com a equipe da Cooperativa, Roberta Coimbra, uma das lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio Grande do Sul e dirigente da Apecol, relatou a trajetória da feira até se tornar uma das atividades referência de Piratini. Segundo Roberta, a feira e a associação surgiram quase concomitantemente, já que aconteceu pelo desejo das famílias agricultoras dos assentamentos de Piratini em promover um espaço para comercialização de seus produtos. “A Apecol é formada por 17 famílias que há muitos anos vivem da terra e sempre produziram de forma orgânica, como conceito de vida. Juntamos essas famílias para vender esses produtos e, logo em seguida, criamos a Apecol, há 6 anos. Nos dois primeiros anos, realizávamos a Feira da Reforma Agrária”, revela.

Ainda segundo Roberta, o que proporcionou que a feira tivesse o feijão orgânico e suas 32 variedades como produto principal foi a Embrapa de Pelotas, que, através de Irajá Antunes, um de seus técnicos e responsável pelo Programa de Melhoramento de Feijão, passou a doar, desde 2007, sementes desses feijões melhorados para a associação. Firmou-se, assim, a parceria entre Embrapa e Apecol, que propicia o cultivo dessas 32 variedades e de outras tantas que ainda estão em fase de análise, 800 no total.

O MST é conhecido pelas largas produções agroecológicas e orgânicas. Por exemplo, os 22 assentamentos da região metropolitana de Porto Alegre, produtores de arroz orgânico, que já são os maiores da América Latina, com 25 mil toneladas por ano. Assim querem se tornar os assentamentos de Piratini: referência no cultivo de feijões orgânicos, de acordo com Roberta. Quem sabe a Primeira Capital Farroupilha não se torna também a Capital do Feijão Orgânico?

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